Quando as Estrelas ficam tristes!
Dançando
onde as estrelas ficam tristes, dançando onde a noite derrubou.
Dançando
em seus sapatos de madeira em um vestido de noiva feito de lua.
Dançando
na 7ª rua, dançando pelo subterrâneo de minha alma.
Dançando
pequena marionete, você está feliz agora?
Onde
você vai quando está sozinho?
Onde
você vai quando está triste?
Eu
te seguirei quando as estrelas ficarem tristes.
Rindo
com sua linda boca e com seus olhos quebrados.
Rindo
com sua língua apaixonada e seu toque nada sereno.
Em
uma canção de ninar, no sorriso de um dia de amor ou nas lágrimas de um dia que
se passou e passou ou precisamos deixar passar.
Pensar,
adentrar em túneis escuros que assombram, arrepia a pele, ouriça os sentidos,
nos deixam tontos em meio aos devaneios tolos dessa lembrança.
E
num caminho solitário, cortando o vento e sentido o calor do áspero sentido até
o seu impacto, não existe nada mais solitário que uma fecha lançada para o
alvo.
E
eu ainda te seguirei por aquilo que acredito até que a chama em mim desapareça,
se apague com um sopro descuidado e não rompa mais essa escuridão.
Não
seguirei mais um rastro de lembrança, mas irei onde as vozes do silencio ecoam
solitárias em seu choro triste.
Então
serei apenas uma estrela em noites de céu limpo, de mentes vazias, lembranças
de um dia, num brilho que irá se extinguir.
Quando as Estrelas ficam tristes!

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