Espetáculo



Estou com os olhos tristes
Não desanimo.
Oh, eu percebo!
É difícil tomar coragem
Em um mundo cheio de pessoas.
Eu posso perder de vista tudo isso
E a escuridão dentro de mim
Pode fazer que eu me sinta tão pequeno...

Não posso olhar para o futuro
Se ele não está lá
Isso é só ilusão, um engano verdadeiro.
Um abismo de imaginação
Onde nós só caímos!

De vez em quando, eu fico um pouco solitário
E você nunca está por perto
De vez em quando, eu me sinto um pouco cansado
De ouvir o som das minhas lágrimas
De vez em quando,
Eu fico nervoso
De vez em quando,
Eu me sinto um pouco aterrorizado
De vez em quando eu desabo

Mas penso sempre que
Mesmo não podendo dizer tudo o que eu queria
E escondendo a tempestade aqui dentro
Olhando para o vazio
E acreditando nele
Não vou deixar que isso fique assim
Não!

Não estou de frente uma plateia
Que aplaude uma queda ensaiada
Que gargalha o som abafado de minhas risadas
Que enxerga meu sorriso pintado de vermelho
Num picadeiro onde amarram cordas bambas
E aros de fogo são desafios para leões que já sabem
Do som do chicote!

Meu desdém é apenas um desafeto amargo
Meu desejo é somente um pedido calado
Que saem de meus olhos
Mas meus lábios temem fazê-lo

Não quero implorar pela primavera
Se eu sei que é natural ela chegar nesse dia
Sentir ventos brandos
E acreditar no calor de dias melhores.
Não posso ficar somente ensaiando a vida
Sem poder viver
Porque não penso em viver somente para mim
Mas viver para você
Nesse meu espetáculo tão confuso!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nada... e apenas nada!

Pulse

Para a luz, sua sombra!