Me dê motivos...


“Se eu não acreditasse na balança, na razão do equilíbrio, se eu não acreditasse no delírio, se eu não acreditasse na esperança e eu não acreditasse no que controlo.
Se eu não acreditasse no meu caminho, se eu não acreditasse no meu som
Se eu não acreditasse no meu silêncio. O que seria, o que seria a marreta sem a pedreira?”
– (La Maza – Shakira e Mercedes Sousa)

Os maiores motivos que tenho para continuar acreditando são simplesmente inerentes a mim por inteiro. Tão profundo, tão sagrado, talvez tão profano.

O que seria coração, o que seria?

Se não houvesse motivos de levantar todas as vezes que tropeço, de começar novamente tendo nas mãos apenas meu suor e minha força, se olhar para o horizonte de não dissesse que o limite não é para mim, que sentisse dor, encurvado sobre o peito ou prostrado no chão, sem leito.

Se houvesse apenas uma lágrima para molhar meus lábios e um sentimento para deixar tudo novamente e sair correndo em direção ao vento. Cometer novas loucuras e sorrir como alguém que possui apenas o infinito de herança.

Se tal como fosse, deixasse apenas de acreditar um único instante no mundo e pudesse voar sem tirar os pés do chão.

Me dê motivos para saber que a sinceridade do mundo não machuca sem curar, que a verdade não prende sem libertar, e que faço diferença por existir e ser, não somente estar aqui.

             Como eu seria para a vida, como seria a marreta sem a pedra!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Nada... e apenas nada!

Pulse

Para a luz, sua sombra!