Anjos
Segundo o calendário litúrgico, duas comemorações singulares acontecem nos dias 29 de setembro e 2 de outubro sendo Arcanjos Miguel, Raphael e Gabriel e depois Santos Anjos da Guarda.
Certamente todo mundo já ouviu falar desses personagens míticos das religiões. Todas as crenças possuem um ser que lembre a figura de anjos ou que exerça as mesmas funções que representam.
Alguns anos atrás havia uma série que passava na televisão que se chamava “Um Anjo em minha vida”, estrelado por Della Reise, entre outros atores. A mensagem era bem simples: a presença da vontade divina através de seres que se assemelhassem a nós. Na série, anjos eram pessoas comuns com alguma mensagem para compreendermos a vida, passarmos vitoriosos por alguma dificuldade, harmonizar corações atribulados, entre outros atributos dados a eles como mensageiros divinos.
Em alguns momentos da série, alguns relatos de pessoas que tiveram alguma experiência com esses seres ou acreditaram que fosse eles os autores de alguns “milagres”, era passado como um anexo após os episódios.
O que leva as pessoas a acreditarem em seres que possam nos socorrer em determinados momentos de nossas vidas? Como agir perante essa realidade?
Temos visto uma diversidade de livros e outros materiais que procuram explicá-los ou mesmo colocá-los em contato direto conosco. Praticamente ter uma experiência mística e presencial. Não que eu não acredite. Eu acredito em anjos.
Mas hoje me atenho numa explicação mais favorável ao entendimento. Para Deus tudo é possível. Na própria história, Ele manifesta-se de formas diferentes não deixando então que cultuemos alguma forma até que se faça por inteiro em seu filho, Jesus. Nas escrituras, a presença marcante desses seres também denota um canal de comunicação do Criador com sua Criatura. No entanto, assim como explica o Misticismo Judaico, Anjos são centelhas divinas capazes de levarem nossas súplicas a Deus e trazer a sua misericórdia manifestada em bênçãos.
Sendo eles centelhas, manifestam-se da forma que cada um imagina, mas nunca longe daquilo que conhecemos um pouco ou que foi pintado em nossa imaginação. E por sinal, a imaginação é a chave, a porta e o caminho que nos revela uma realidade somente acessível pela crença. Aquilo que imaginamos pode tomar forma. Assim são os anjos, que podem ter asas ou serem apenas parecidos com pessoas comuns agindo nos bastidores dessa grande peça que é a vida.
Voltando aos ensinamentos do Misticismo Judaico, vale ressaltar que a idéia de espíritos, anjos ou outros seres que povoam nosso mundo não é de hoje. Em toda a história da humanidade, estiveram presentes para nos lembrar que basta irmos até eles, para que possam tomar forma. Mesmo que nem sejam reais. Vale o que cada um acredita.
Assim como prega o Judaísmo, nossas orações sobem a Deus e tornam a descer como uma resposta do próprio Deus. Se possuem forma ou não, são presença da graça Dele e nos aproximam de uma realidade diferente e quem sabe, melhor.
Então fica a idéia. Quando rezar, lembrem-se que são anjos amparando suas orações ou apenas fagulhas, centelhas que desejam alcançar o “ser clamado”. Assim eles farão parte da nossa realidade tornando-se o que podemos possuir de melhor quando abrimos nossos corações para a fé. Anjos são instrumentos de Deus. E milagres, quem faz é o homem.
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