Centelhas e Migalhas


“Deixe-me cair. Deixe-me escalar. Há um momento em que o medo e os sonhos devem colidir.”
E nesse momento sublime, perceber que dentro de cada ser humano existe um universo quase instransponível de emoções e sentimentos que são únicos. A mesma sensação de dor e de glória é particular e não é comparável com os de outrem.
As diversas migalhas e centelhas que espalhamos pela vida permanecem mais tempo que podemos imaginar. São lembranças de atitudes e decisões, de sentimentos e emoções que partilhamos com diversas pessoas ao longo de nossa jornada.
É intrigante como sentimos a necessidade de deixar algo de nós aqui ou acolá. Mas quando reencontramos essa parte de nós que o destino colocou mais uma vez em nosso caminho, surpreendemo-nos e passamos a não acreditar que seja possível. Seria de outra vida? Ou talvez vivesse um dejavú...
Seriam migalhas de acontecimentos gravados na história ou seriam centelhas para alumiar o caminho? Não sei nem mesmo se posso dizer que seria destino o que vivemos e as coisas que nos acontecem.
Segundo o misticismo judaico, tudo que vivemos aqui fica gravado aqui nesse momento e pode um dia ser reencontrado por aquele mesmo que viveu o fato.
Assim tenho sentido ultimamente. Sentido que tenho reencontrado centelhas que começaram a acender uma chama indiferente ao vento e ao barulho. Talvez fosse fé ou a sensação de não estar só...
Quando iniciei o processo de egenpatia, percebi que poderia ser levado a loucura. Mas algo de mais forte como o conhecimento e a vontade de ser além, foi no ímpeto de minha essência para habilitar a colisão dos meus sonhos e dos meus medos. A ousadia teria de ser severa, mas certeira como a flecha e o alvo. A mudança interior, a transcendência e a humildade de perceber que os momentos difíceis também nos fazem crescer, foram motivadores.
“É no ardor da batalha que percebemos a força de nossos punhos. Que treinamos ao mesmo tempo em que vivemos alguma situação nova. Que fazemos escolhas certas e erradas e não devemos nos culpar de fazê-los.”
E olhando assim, mais fundo, comparo a vida como um tornado e no meio dele, soltos, driblando obstáculos e colidindo forças diferentes existentes em nossas almas, que somos formados para o mundo.
“Se a vida for um rio e seu coração um barco. E simplesmente como a água queria, nascida para flutuar. E se a vida for um vento que sopra forte em seu caminho e seu coração for uma Amélia ansiando voar, o paraíso não conhece fronteiras e eu tenho visto o paraíso em meus olhos.”

Comentários

  1. NOSSA, PROFUNDO E CONFIRMADOR, BELO E OUSADO, FORTE E ENIGMATICO, TRISTEZA E ALEGRIA SE CONFUNDE. MAS, NAO ESCONDE A BELEZA DA TESTUALIDADE E A SUTILESA DA SUA ALMA.

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  2. Gostei muito do Texto , foi voce quem escreveu ? O texto esta otimo , gostei da possibilidade de vencer os obstaculos da vida , ou seja , transformar o problema em solução .

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  3. Lindo texto!

    "Talvez fosse fé ou a sensação de não estar só..."

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