Lições de vida



O que nós aprendemos durante toda uma vida? Essa questão é surpreendente, pois a resposta mais sincera é: “quase nada!” Sempre que as perguntas foram modificadas, necessitou-se de respostas que fossem suficientes para elas e tentassem lhe dar algum conforto. Quando as visões turvaram, precisou-se de lentes para ajudar enxerga-las. Quando faltou força para subir um degrau, precisou de um esforço a mais para realiza-lo. Talvez em até algum momento o orgulho foi deixado de lado, pois ninguém é uma ilha em si mesmo e nem a vastidão do mar que abriga os mais diversos mistérios.
Muito se compara a vida com jardins, rios, pradarias inteiras ou desertos profundos. Dizemos até que ela é uma estrada no qual estamos apenas de passagem e um dia seremos jogados para fora com um simples acontecimento.
Aprendemos histórias do passado, lemos livros e livros, conhecemos pensadores, discursamos opiniões diversas e fazemos escolhas segundo aquilo que passamos a acreditar em algum momento. Falamos de derrotas e vitórias, de evolução e revolução, de passado, presente e futuro. Mencionamos sonhos, damos dicas, tecemos conselhos que muitas vezes nem nós seguiremos.
Se quem chegou partiu, se quem virá já foi, só pra quem fica os dias são todos iguais. Mil sonhos pra enterrar, ventos e vendavais, corpo e alma vergam. Se os anos pesam demais, no coração permanece a incerteza se houve respostas suficientes nessa vida.
Estamos ainda em busca de sentido, mesmo perdidos dentro de nós mesmos. Lutamos com a fé querendo que seja tão palpável como a grama verde de pastagens belas que nos fazem sonhar. Falamos de coração como se ele fosse um imenso tear de um destino. Mas o que queremos nem de perto é fácil de dizer se por um instante perdemos nossa própria realidade. Como um ourives trabalha o ouro, somos os construtores daquilo que deverá ser o nosso melhor, nossa própria vida que se assim quisermos comparar a uma edificação, apenas tenhamos consciência que somos um elo no pilar central que leva-nos para o sentido concreto daquilo que queremos: ter nossas próprias respostas!

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