Passado, a insurgência do sentimento que para o tempo!



(parte 2)
"Estar focado em resultados antigos e em cicatrizes, vingar-se e ficar por cima, sempre fazem de você menos do que você é." -  Malcolm Forbes

Já diz o ditado que quem vive de passado é museu. Se analisarmos corretamente essa afirmação e por um segundo imaginamos um museu, veremos que dentro desse espaço encontra-se algo muito peculiar a todo ser humano, os traços de diferentes culturas e civilizações e suas marcas que historicamente nos fazem refletir.
Vamos visitar no próprio museu, aquele que reside nos nossos dias passados e mergulhar nessa piscina de lembranças, pois muitas delas residem somente no que já foi experenciado, vivido e certamente não conseguiremos tateá-los com a mesma sensibilidade que um dia fizemos!
Acontece que muitas salas escondem peças que queremos simplesmente não enxergar mais e outras que se pudéssemos, ficaríamos horas admirando como verdadeiras obras que inspiram.
Segundo os filósofos da história, a Cultura é a casa segura do indivíduo, ou seja, naquilo que somos formados que nos asseguramos durante toda nossa vida, nos agarramos como portos seguros e muitas vezes esquecemos nossa embarcação ancorada sem o sabor de novas aventuras, presos a velhos e empoeirados discos que tocam as mesmas canções, a hábitos que não mudam e por tabela, herdamos ou criamos testamentos sentimentais que entravam as engrenagens do tempo e obscurecem o presente e o futuro!
Quando olhamos no museu, peças de guerras, lembramos de sofrimentos, perdas, histórias de vingança e outras mais que provocam a ira e deixam marcas muito doloridas por vidas inteiras. Em contrapartida, se vemos uma bela escultura ou um quadro que ganhou uma sala de destaque, recordamos sabores, cheiros e quase sentimos a suavidade ou o afago que um dia proporcionaram aos nossos corações. Mas marcas de ódio e vingança permanecem muito mais tempo que o balsamo do amor. E por amor e ódio, o passado se construiu dentro de museus que cada um possui dentro de si. A verdade é que somos formados por esses mistos de experiências e recordações que tomam forma numa dimensão muito particular e que tem sua avaliação conforme nossos próprios decretos.

Vem então a segunda pergunta: O passado é a justificativa única e incurável para o presente e para o futuro?

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