Diário de alguém que chora: “Confissão”
Talvez eu estivesse sentado nesse momento em um banco na igreja e começasse a dizer baixinho: Confesso a Deus, Todo Poderoso...
Mas não! Não preciso dizer a Deus o que Ele já sabe do meu coração que parece tão aberto e cheio de pensamentos que apenas dizem: Deus, eu errei!
Se no colo de algum amigo eu pudesse apenas encostar minha cabeça, deixar ser olhado como alguém que estaria ali desabafando, eu diria: amigo, eu errei!
Se no chão, prostrado eu pudesse olhar para mim mesmo e dizer tudo que fosse necessário, talvez eu dissesse: onde foi que o erro começou?
Se pudesse voltar ao passado e pudesse entregar uma carta a mim mesmo, poderia dizer: tente não errar dessa vez!
Mas não! Nada disso aconteceria! Deus espera sempre no entardecer que eu simplesmente lhe abra o meu coração. Meus amigos pedem apenas minha sinceridade mesmo se um dia eu apenas tropeçar. Estarei sempre comigo mesmo, minha consciência já é o bastante para me condenar ou justificar o que não precisaria ser justificado.
O passado nunca será alterado, mas quem sabe um novo futuro fosse possível, mas não com o perdão de todos, mas simplesmente do mais necessário para fechar uma ferida, consolar alguém que chora, redimir o passado, nos levar tão dentro de nós mesmos que ali estivesse aquele que enxerga no meu intimo tão sereno.
Mas somente porque ainda é possível acreditar que o perdão que preciso de minha confissão é que apenas me ame! Apenas me ame!

perfeito!... sem palavras.
ResponderExcluirNossa...realmente...sem palavras.
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