Uma recordação, um agradecimento
Ainda falando da figura de minha mãe, lembro que na época de seu falecimento, um ano após, eu tive contato com um livro chamado Confissões de Santo Agostinho, no qual o santo destaca dois capítulos dessa obra para, numa espécie de agradecimento, perpetuar a memória de sua mãe. Agostinho de Hiponna obteve sua conversão graças às inúmeras lágrimas e incontáveis orações de pedido de perdão em favor dele pela sua mãe, Mônica. Ele lembra em capítulos simples a presença marcante da fé de sua mãe encobrindo de proteção e força um rapaz pagão que passou por diversas filosofias heréticas. Vivenciar a heresia na idade medieval era implorar pela perseguição e pela morte com certeza, ainda mais para alguém que logo viria a ser tornar uma figura importante nos altares das igrejas e no cânone. Acontece que comparar esse episódio da vida de Santa Mônica e de Santo Agostinho com a vida de minha mãe, antes de tudo peço ainda a liberdade de deixar que compreendam que não canonizo sua figura, mas quero...