Canção do Mar




Palpita o coração que bramindo o mar pelo seu desejo, espera o retorno daquele que lhe pertenceu em tantas gerações. Olhos vidrados em sua imensidão anseiam o raiar do sol em suas águas refletindo em sua alma inquieta. Brumas leves que dissipam no horizonte mostram caminhos que não podem ser construídos se não pelo espírito do sonhador. Visão de uma margem que não existe, se não em seus pensamentos.
Jovem, como um fidalgo alvo e solitário, permeia em pensamentos, caminhos que o mar canta com suas sereias doces e mortais.
Mas todos os dias são lindos e para todos os amigos é delirante. Tão consumido pelo destino, tentando arduamente cobrir o vazio, os pedaços que se foram, deixando o quebra-cabeça sem fazer. É assim que tem que ser?
Canta o mar chamando pelo seu pródigo filho como reflete o infinito em seu espelho turbilhoado com ruídos e vozes que não ouve. Fantasmas que habitam sua superfície de anjos ou demônios que murmuram suas histórias perdidas pelo tempo e bailam no salão do criador.
É apenas um passageiro que ali entoa seu cântico como o mar. Alma perturbada que anseia águas que ainda não viu em sua alma repleta de imensidão.

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