A Cabana
Qual é forma do seu Deus? Como ele conversa com você? Sabe onde encontrá-lo?
Finalizando o ano, um dos livros que foram mais vendidos, foi exatamente “A Cabana” de Willian P. Young no qual retrata a história de um pai de família que tem sua filha caçula tomada da vida pelas mãos de um assassino em série e o confronto da decepção de um Deus que não responde as preces de um homem que se sente traído em sua própria fé.
No entanto, o que teria Deus haver com isso? Ou melhor, essa não seria a pergunta mais pertinente?
A história proposta por Willian não é somente pertinente para uma boa leitura, como também mostra a realidade cotidiana daqueles que no fim da tarde comparecem as igrejas ou grupos de orações ou mesmo no diálogo fechado em seus quartos ou locais que acham apropriados, para exercitar o metafísico e muitas vezes o incompreensível.
Imagine se Deus mandasse bilhetes propondo encontros perfeitos que esclarecesse tudo que acontece na vida? Seria isso bom??
Talvez. Mas tudo perderia a graça. É o espanto que move o motor que desconhecemos e mesmo assim continua dando corda ao tempo, lubrificando a existência, aquecendo o sol, refrescando a noite, construindo simplesmente. E isso é tão somente complicado para quem não cria uma realidade chamada fé.
Deus não permite ter forma própria, pois espera que cada um conceba o melhor para si, mas acredita que o próprio Filho possa aproximá-lo até nós e deixar-nos mais fiéis ao que vemos. E Seu Espírito é a ponte entre essas realidades.
Assim ocorre com o personagem base, o pai que enxerga Deus de uma maneira nada convencional, mas acredita que seja assim o melhor. Dialogar com o Próprio era o anseio dele. No fim, a escolha. Quem poderia ver Deus e voltar para contar história? Mas ele tem essa possibilidade, pois Deus dá ao homem o livre arbítrio, mesmo capaz de dizer que a vida é com Deus ainda que não vendo Ele como desejamos.
A Cabana existe dentro de cada um. É o lugar onde Deus se manifesta e ali planta seu amor e misericórdia. Ouve nossas arrogâncias, nossas indiferenças, mas possibilita uma escolha.
Se virtudes são sementes que podemos plantar, é onde plantamos generosidade que colheremos generosidade. É onde plantamos amor que veremos nascer o amor. É onde permitimos a vida que ela brotará. Ali faremos nossas casas, nossas “Cabanas” e chamaremos Deus para morar conosco, na forma que nos é melhor de vê-lo.
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