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Mostrando postagens de dezembro, 2009

A Cabana

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Qual é forma do seu Deus? Como ele conversa com você? Sabe onde encontrá-lo? Finalizando o ano, um dos livros que foram mais vendidos, foi exatamente “A Cabana” de Willian P. Young no qual retrata a história de um pai de família que tem sua filha caçula tomada da vida pelas mãos de um assassino em série e o confronto da decepção de um Deus que não responde as preces de um homem que se sente traído em sua própria fé. No entanto, o que teria Deus haver com isso? Ou melhor, essa não seria a pergunta mais pertinente? A história proposta por Willian não é somente pertinente para uma boa leitura, como também mostra a realidade cotidiana daqueles que no fim da tarde comparecem as igrejas ou grupos de orações ou mesmo no diálogo fechado em seus quartos ou locais que acham apropriados, para exercitar o metafísico e muitas vezes o incompreensível. Imagine se Deus mandasse bilhetes propondo encontros perfeitos que esclarecesse tudo que acontece na vida...

A minuta da decepção

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Todo ano é a mesma coisa. Promessas que são feitas no começo, no meio e no fim, mas quando vamos pesar o que aconteceu durante todos os 365 dias, acabamos por perceber que não passou de muitos e infrutíferos planos. É nesse contexto que acabamos criando expectativas nas pessoas, no emprego, na vida em geral, porque somos pessoas que portam a característica da esperança. O ano de 2009 provavelmente não foi tão melhor como outro que vivenciamos, mas no fundo é compreensível que o ano corrente é e continuará sendo um ano de experiências e aprendizados. Se houve decepções, melhor agir como a água que vence seus obstáculos com a mesma harmonia que se mantém no oceano. Alegrias podemos construir a todo instante sem mesmo deixar de perceber que a vida não é uma mar de rosas. Mas com tantas coisas que acontece, seria possível não repetir os erros e permitir o aprendizado?? É nesse instante que o coração silencia, pois cede a as paixões, aos impulsos, ...

O fim dos tempos

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Nesse ano tivemos o lançamento de mais um filme abordando o assunto do fim do mundo. No ano de 1998, houve um forte burburinho que o mundo iria acabar quando atravessássemos o século. Livros e mais livros foram publicados, diversos filmes foram produzidos trazendo esse tema. As religiões aproveitaram bastante do medo que povoa a imaginação das pessoas em relação ao fim. Houve uma ocasião em que estava participando de uma celebração da igreja católica e o sacerdote aproveitou o momento para dizer um pouco sobre o fim. O dia em especial estava perto do ano novo. Segundo ele, o fim virá um dia sim, mas não compete a ninguém procurar saber sobre ele e quando chegará, pois as pessoas teimam em querer fazer algo de importante quando sentem o fim da vida se aproximando como uma forma de redenção pelo que viveu. Seguia explicando que como seres humanos, vivemos almejando que o mundo seja melhor e criamos em nossa imaginação um “boom” capaz de acabar c...

O Gigante Rubro

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Mais uma vez toco nesse assunto. E ele tem sido senhor de toda uma era, pois não existe criatura vivente que não transpareça em sua alma sua presença, este que é o medo. Essa criatura convive com todos os assuntos que intermedeiam nosso cotidiano e nossas vidas. Nascemos assim e podemos dar a ele muitas faces. Seja chamado de terror, pânico, ciúmes, revolta, possessão. Outro texto que imprimo neste dá uma alegoria bem interessante: A conversa com o demônio O homem olha o entardecer na linda praia, ao lado de sua mulher, durante suas merecidas férias. Tudo parece absolutamente no seu lugar, e de repente, do fundo do seu coração, surge uma voz simpática, companheira, mas com uma pergunta difícil: “Você está contente?” “Sim, estou”, responde. “Então olhe com cuidado à sua volta”. “Quem é você?” “Sou o demônio. E você não pode estar contente, porque sabe que, cedo ou tarde, a tragédia pode aparecer e desequilibrar seu...

Liberdade

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“Criar-te-ei pássaro,  para voar no bico de pena e seu céu será limpo como uma folha em branco esperando ser escrito” (Autor Desconhecido) Se não fosse a intensidade da rotina, muitas palavras comporiam a sinfonia inspirada pela condição chamada “liberdade”. A expressão é necessidade crucial do ser humano para comunicar seus desejos e anseios. Ela, feita de várias formas, seja oral, escrita, simbólica ou apenas uma imagem, é o instrumento afinado e preciso do poeta que tece suas palavras no intuito de alcançar desejos ou fazer que sejam almejados. Liberdade significa estar livre para galgar, seja na maneira que for o que quiser. Não importa o quanto queira limitar um céu para dizer que pode-se respirar com tranqüilidade. O poeta não precisa de ar para alcançar outros universos. Não precisa ter pernas, se para correr basta pensar em onde ir. A liberdade constrói a imaginação e permite navegar em oceanos profundos. Liberdade significa estar...