Tempo


O tempo foge! Escorre pelos vãos dos dedos, tilintam pelo vento em seu inebrio silêncio mortal. Tudo está ancorado no tempo e na eternidade, porque não importa o quanto queiramos medir o tempo, ele sempre existirá como nosso antecessor e aquele que restará.
Para nós, deuses, o tempo é um luxo desnecessário, porque nós somos eternos e nada e nem ninguém mudará isso! Para nós, deuses, tudo tem seu tempo e nos deleitamos por sermos testemunhas de tudo que é efêmero. Alguns séculos nada representam em nossa existência!
Nem a vida e nem a morte sabem limitar a singularidade desse ceifador implacável. Olham para a eternidade com gargalhadas onipotentes. Tramam com destreza o desconhecido destino de cada ser vivente.
Olham esnobe o tudo e o nada sem querer sentidos ou explicações. Isso é apenas uma cena no teatro universal enquanto seus atores são mortais.
Mas aquilo que se esconde atrás de suas brumas frias, revela a gênese de uma compreensão sagrada, mística por sua própria revelação. Porque tudo tem seu tempo!

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